Alzheimer e Odontologia, parte 3: A higiene bucal das pessoas com doença de Elzheimer

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dia-10Na postagem anterior, discutimos sobre as peculiaridades do tratamento odontológico para as pessoas com doença de Alzheimer. Hoje escrevemos sobre tema negligenciado e de grande importância que é a higiene bucal diária.

Nos casos iniciais, onde o paciente tem autonomia e condições de realizar autocuidado, é fundamental valorizar esse protagonismo. Aqui, a atuação do cirurgião-dentista é focada em orientar de forma individualizada essa higiene para o próprio paciente, de modo que seja o mais eficiente o possível.

Nos estágios intermediários, onde há dependência parcial para realização de atividades de vida diária (AVDs) , tanto o paciente quanto os cuidadores devem realizar cuidados juntos: o paciente irá realizar a parte da higiene bucal que for capaz e o cuidador irá apenas complementar.
Justamente nesse momento em que inicia a dependência, é importante saber intervir na medida certa: deve-se evitar fazer tudo pelo paciente, com o risco de diminuir sua autonomia e contribuir para dependência precoce.

Do mesmo modo, a avaliação rotineira evita a negligência de cuidados e a instalação de problemas bucais. É o caso do avanço da doença, em que há dependência significativa para a realização AVDs, onde a higiene bucal deve ser realizada exclusivamente pelos cuidadores.

Justamente para ajudar família e cuidadores a saberem hora certa de intervir (bem como maneiras mais adequadas e ferramentas para tanto) que é importante a presença de um cirurgião-dentista integrado à equipe multiprofissional, avaliando o paciente de forma individualizada e adequando os cuidados às suas necessidades momentâneas. Prevenir é sempre melhor do que remediar!

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